sexta-feira, 19 de abril de 2019

Precisamos incentivar as mulheres na área da tecnologia


Poucos dias atrás, astrônomos divulgaram a primeira imagem de um buraco negro. Entre os envolvidos, estava a cientista Katie Bouman. Aos 29 anos, Katie foi uma das responsáveis por criar o algoritmo que registrou a inédita imagem.

Porém, horas depois seu sucesso obteve um retorno negativo e machista, repercutindo duas fake news: primeira, que seu algoritmo preenchia espaços vazios dos sinais enviados pelos oito rádiotelescópios; e segunda fake news, que ela foi a única a projetar o algoritmo.

A confusão toda fez com que seus colegas se manifestassem na internet, declarando que ao todo foi envolvido cerca de 200 profissionais. Após o acontecido, Katie publicou em seu perfil no Facebook a explicação para a imagem:

“Não foi só um algoritmo ou pessoa que criou essa imagem, ela exigiu o talento incrível de um time de cientistas de todo o globo e anos de trabalho árduo para desenvolver o instrumento, o processamento de dados, os métodos de imagem, e as técnicas de análise que foram necessárias para conseguir esse feito aparentemente impossível.”.

Katie é apenas uma personagem em meio a tantos casos machistas na área da ciência e tecnologia. Desde pequenos, meninos são encorajados a seguir carreira de médico, bombeiro, e a interagir com brinquedos tecnológicos e de raciocínio lógico. Enquanto isso, muitas moças são dadas funções domésticas. Não é errado encorajar os meninos desde cedo para isso, mas o erro está em desencorajar as mulheres.

Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio do IBGE, as mulheres correspondem a apenas 20% do total de profissionais que atuam na área de TI no Brasil. O problema também não está no grau de instrução, afinal, o IBGE também nos traz a informação de que quanto maior o grau de instrução das mulheres, maior é a diferença salarial em comparação com os homens. Por exemplo, o salário de um diretor ou gerente homem é de R$ 6.216, para mulher é de R$ 4.435.

A área da TI está em crescente evolução em todo o mundo. Segundo a International Data Corporation (IDC), até 2022, a economia digital deve representar mais de 50% do PIB da América Latina, de 2019 a 2022. A IDC também prevê a criação de 195 mil novas vagas de trabalho até 2022. Também está nítido que tais vagas na áreas da TI não estão sendo preenchidas conforme a procura

Diante dos dados, torna-se indispensável a igualdade entre sexos no setor tecnológico (e em todos os setores, óbvio). A diversidade nas empresas é fundamental e o encorajamento das mulheres nos setores do TI se justifica por algo muito simples: elas são tão competentes quanto os homens e não podem ficar de fora desse crescimento.

Texto: Josuel Machado, com informação dos sites G1 e NSC Total.

Nenhum comentário:

Postar um comentário